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14-01-2010
Perfil empresarial. A rapidez nem sempre é inimiga da perfeição
Esta afirmação é tão mais verdadeira quando a tentamos transpor para as dinâmicas do mercado de Retail, onde os actuais cânones apontam para chavões como a proximidade do serviço, a rapidez da escolha, a variedade dos produtos e a competitividade dos preços. Importa chegar mais perto, ao menor custo, com a gama de produtos mais atractiva e com o leque de escolha mais variado para o consumidor. 
 
Não chega fazer bem, é necessário fazer melhor do que a concorrência, ser pioneiro na inovação e garantir que ela se materialize em boas práticas. 
 
Apesar de todas as desventuras, 2009 foi um ano de ampliação para o mercado de Retalho, assente na abertura de muitos espaços comerciais, ora de tamanho XL, como foi o caso do Dolce Vita Tejo, ora de tamanho mais modesto e mais à escala dos pequenos centros urbanos. 
 
Se os consumidores viram o seu leque de escolha ser aumentado, fazendo o usufruto de uma maior oferta e de uma política de preços mais vantajosa, as diversas marcas beneficiaram de um posicionamento de proximidade que lhes deu maior visibilidade, embora nem sempre reflectida num input real nas vendas. 
 
Este dinamismo intrínseco ao mercado de Retail coloca um desafio extra aos profissionais que gerem e tentam potencializar o capital humano destas empresas. Não basta encontrar os melhores profissionais, é necessário assegurar que estes se identificam e que conseguem responder ao mesmo ritmo das exigências deste mercado. Como será, então, o perfil de colaborador deste sector? 
 
Sendo um mercado dinâmico, fortemente orientado para as vendas e com um pendor acentuado para resultados (de toda a natureza, quantitativos e qualitativos), seria impraticável que estes aspectos não se reflectissem nos pontos-chave de um perfil profissional deste sector. 
 
Assim, as empresas procuram profissionais com uma formação de base que lhes permita serem ágeis na leitura de indicadores financeiros e de gestão, com um perfil claramente analítico e auto-motivados por objectivos. Importa, igualmente, que se possua uma orientação intrínseca para as relações humanas, elevada disponibilidade geográfica e de horários e um gosto natural pelas vendas. 
 
Apercebemo-nos, então, que estamos a "jogar" com diversos factores, muitas vezes desgarrados ou com poucos pontos de conexão. Como articular a componente da gestão com um perfil vincadamente comercial? 
 
Como gerir objectivos individuais sem colocar em causa o todo? Como gerir as relações humanas sem perder o foco nos resultados? A este conjunto de dificuldades acresce o facto de cada empresa ter o seu próprio perfil de colaborador. Assim, encontramos organizações que valorizam mais a componente da gestão analítica e financeira em detrimento da vertente das relações humanas, outras que procuram polivalentes ao invés dos especialistas em determinadas áreas de negócio. Cada empresa acaba por construir a sua própria visão de colaborador, regendo-se por ela quando faz o reforço dos seus quadros. 
 
Para quem assume funções de recrutamento neste sector, importa saber dosear estes factores e analisá-los à luz dos valores e da estratégia de cada empresa. Não chega querer encontrar a pessoa certa, é necessário procurar o perfil que melhor se coaduna a cada empresa. Aqui entra em jogo a capacidade de ler o ADN de cada organização, que dá o mote para o perfil de colaborador que é pretendido. É esta leitura eficaz que dita o sucesso (ou não) de um processo de recrutamento. 
 
Assim, encontramos perfis representativos de cada empresa, que se associam a um perfil mais vasto do próprio mercado de Retail. Se existem traços comuns entre os colaboradores deste sector, outros há que caracterizam o perfil de colaborador de cada organização. Este perfil-tipo é uma súmula de características pessoais, comportamentais, profissionais e técnicas, que traçam um código de identidade a cada empresa. Se muitas delas podem ser trabalhadas, nomeadamente no âmbito da formação, outras estão relacionadas com características primárias que terão que ser descortinadas logo no primeiro momento da selecção do colaborador. 
 
Importa, então, conseguir analisar estas diferentes valências, submetendo-as ao seu enquadramento no perfil de colaborador pretendido por cada empresa. 
 
Nancy Almeida, Consultant HAYS 
 
Recruiting Experts in Retail nancy.almeida@hays.pt 

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