06-07-2010
Turismo. Agência de viagens sem queixas em Coimbra
Notícias sobre alegadas burlas aos clientes levaram a uma corrida à lojas. No Dolce Vita, a responsável garante que toda a gente "embarcou, feliz".
"Ninguém ficou em terra". Firme e um tanto iarada, com a sucessão de notícias, a responsável pela loja Marsans de Coimbra foi das poucas a dar a cara. Para garantir que, de entre os seus "muitos" clientes, "todos os casos" foram solucionados, permitindo que "todos embarcassem" para os seus destinos.
Esmeraldina Morais não ficou surpreendida, pois, com a ausência de queixas de clientes de Coimbra nas associações de consumidores. "Porque é que havia de ficar, se toda a gente seguiu o seu destino e está feliz?", pergunta, em tom de desafio, embora não arriscando avançar com mais garantias. "Daqui para a frente, não sei".
A responsável da loja que funciona no Dolce Vita, no mesmo piso das restantes lojas do Grupo Auchan (Jumbo e Box) - elogia, aliás, a "extraordinária equipa de colaboradores", que, ontem, "nem hora de almoço tiveram".
Tal como em Coimbra, também as restantes três dezenas de lojas, no país, estiveram a trabalhar. Nem todas, porém, abriram portas e, muito menos, se podem gabar de ter resolvido, sem conflitos nem cancelamentos, os problemas com os clientes. Aliás, cerca das 17H30, só na DECO, tinham dado entrada já 142 queixas.
Entretanto, ao final da tarde, à Lusa, o director-geral do grupo espanhol Marsans garantiu que nenhuma loja vai fechar. "Estamos totalmente disponíveis para que o Governo, ou qualquer outra entidade, tutele a situação. Actuaremos com total transparência", afirmou Ivan Losada.
Sobre as queixas dos clientes e a enorme pressão sobre os funcionários, Losada lamentou "que nem todos entendam que a pessoa que vende não tem responsabilidade e que, muito menos, tem capacidade para lhes devolver ali o dinheiro". Mas assegurou que vão tentar, progressivamente, resolver tudo.
"Desde, claro, que não venha toda a gente cancelar ao mesmo tempo", afirmou.
Paulo Marques
in As Beiras